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Vivências corporativas: a trajetória de 5 mulheres da Atma Genus

As mulheres formam a maioria na Atma Genus.


Elas lideram, facilitam jornadas para equipes, acompanham pessoas, criam projetos, impulsionam e inspiram.


Desde o princípio, nosso compromisso tem sido construir uma empresa que reflita a riqueza da diversidade presente na sociedade. E essa riqueza é especialmente potente e marcante quando falamos do feminino.


Por isso, para este mês, selecionamos algumas mulheres que integram nosso time de colaboradores para compartilharem suas trajetórias. Mulheres de diferentes áreas, origens, cargos, cada uma trazendo consigo sua própria experiência para compartilhar.


Neste espaço, elas falam um pouco sobre suas vivências no mundo corporativo, suas dores, alegrias, propósitos, os desafios que superaram e as conquistas das quais se orgulham.


Mônica Ribeiro


Consultora e Coach Ontológica


Economista de formação, Mônica dedicou parte significativa da sua carreira no serviço público, trabalhando em diversos órgãos do Executivo e do Legislativo. Foi ouvidora de um órgão público de grande alcance no país, onde aprendeu a amar o trabalho com desenvolvimento de pessoas.


Ao longo da sua trajetória no setor público, concentrou seus esforços em questões sociais, especialmente na promoção da igualdade de gênero e raça. Trabalhou incansavelmente para combater a desigualdade, particularmente no que se refere à fome, por meio do desenvolvimento e implementação de políticas públicas.


“No meu trabalho, principalmente como ouvidora, me envolvi em diversos treinamentos de desenvolvimento de equipes para melhorar a escuta empática e a segurança psicológica. Foi durante esse período que decidi buscar uma mudança para minha carreira. Após a formação em coach ontológico no Chile, senti que era hora de deixar o setor público e me aventurar como consultora, buscar uma abordagem mais ampla e impactante para meu trabalho, porque tudo que realizava ainda estava pequeno, e eu queria muito avançar, crescer, projetar meu trabalho para mais pessoas.
Desde então, me especializei em trabalho sistêmico organizacional, utilizando a perspectiva ontológica em todas as áreas em que atuava, seja facilitando ou trabalhando com grupos. Fico feliz por sempre ter me comprometido profundamente nessa trajetória em prol da igualdade de gênero, coordenando grupos de mulheres e implementando projetos. É por isso que me sinto tão realizada e conectada com tudo o que realizamos por meio da Atma e da Ontológica, que tem essa mesma visão de mundo, e também, por ter a oportunidade de trabalhar com mulheres incríveis, cada uma com suas trajetórias e luzes.
Nós, mulheres, temos que nos fortalecer cada vez mais, fortalecer nossas vozes em qualquer espaço e dedicar nossa atenção nisso dia após dia. A bandeira que ergo neste mês é a do olhar feminino dentro das organizações, dentro das relações, com mais igualdade. Que isso seja uma bandeira para todos. E sim este mês é para ser lembrado, mas principalmente para nos fortalecermos ainda mais. Enquanto mulheres, devemos lembrar que precisamos umas das outras. Precisamos consolidar algumas conquistas e lutar por outras, mas até agora temos realizado um trabalho bonito e relevante!”

Raquel Tetti


Consultora e Designer de Aprendizagem


Para Raquel, sua história é motivo de orgulho e muita resiliência. Graduada em tecnologia da informação, iniciou sua carreira em um ambiente predominantemente masculino, onde enfrentou uma série de desafios que construíram a profissional que é hoje.


"No começo, foi difícil", relembra . "Tive que lidar com situações que hoje reconheço como assédio moral e outras formas de discriminação. Mas, apesar das adversidades, construí laços fortes e aprendi muito com meus colegas."


“Foi muito importante ter começado numa área masculina para me fortalecer e entender essas questões de crenças, valores, estilos de vida, compromissos. Isso me fez apaixonar por pessoas e por esse caminho de cuidar de gente e entender essas diferenças de gênero. Por um lado, elas podem ser bastante conflitantes, por outro, elas nos ensinam como ser e como não ser, e como viver em sociedade. Foi justamente esse despertar para aquilo que eu fazia - não apenas para relações que estava construindo - que me fez fazer essa transição de carreira e mudar da tecnologia da informação para a área de recursos humanos e desenvolvimento humano.
Construí uma base muito sólida por ter enfrentado esses desafios. Aprendi muito sobre como acolher as diferenças, conciliar minhas ideias, entender situações de assédio e com isso ajudar outras mulheres e trabalhar em questões de conscientização. Nessa trajetória enquanto mulher no mundo do trabalho, todo esse lado da intuição e sensibilidade, que não significa fragilidade, trabalhar com pessoas e escuta, me levou para o trabalho social e isso me conduziu a trabalhar com apoio para mulheres em situações de vulnerabilidade social e violência de gênero.
O que percebo no mercado, em relação às mulheres, é que temos muito trabalho a fazer, muito espaço para conquistar, um caminho ainda de muita luta. Tenho orgulho de fazer parte do time de mulheres da Atma que olham para o mundo com o ar de cuidado, de construção de sororidade, de vontade de ver a igualdade acontecendo em diversos níveis, não só de gênero.
Minhas conquistas e dificuldades me impulsionaram a gerar uma força motriz em mim para buscar as transformações que queria ver no mundo. E tudo o que eu aprendi, vivi e ainda vivo são por causa de todas as mulheres que trabalhei e escutei, das mulheres da minha família, das mães batalhadoras e fortes. Tenho esse orgulho e ele não é só meu, mas também de todas elas.”

Faela Claro


Administrativo


Faela Claro mudou para São Paulo em busca de oportunidades, e conta sua trajetória enquanto travesti dentro do mundo do trabalho.


“Ainda tenho um bloqueio para me autodeclarar como mulher, mas me reconheço na pluralidade das mulheres. Para mim, é estranho externalizar isso porque abre diversas camadas, porém acredito naquela frase da filósofa Simone de Beauvoir "Não se nasce mulher, torna-se mulher"; isso para mim funciona com qualquer identidade de gênero.
Como travesti, sempre recebi coisas muito rasas, desde afeto até trabalho. Porém, sempre quis mais. Talvez seja porque sou capricorniana, mas sempre acreditei que merecia/mereço coisas mais profundas como qualquer outra pessoa cisgênera, estourando a bolha de que travesti é só na prostituição ou trabalhando em salão.
Meu processo de transição, comparado com o de outras travestis e mulheres trans, foi tranquilo porque, aparentemente, tive o suporte da minha família e amigos. 
Porém, me sentia muito estranha ali naquele ciclo. Eu tinha o suporte? Sim, porém não tinha o respeito. Então, resolvi sair da minha cidade do interior paulista e ir para a capital. Foi a melhor coisa que me aconteceu, porém tive que lidar com diversos sentimentos que nunca tinha lidado antes, como a saudade, a perda e, a pior de todas, a solidão.
Em meio a todo caos, me encontrei aqui em São Paulo, porque pude conhecer diversas pessoas que eram semelhantes a mim, travestis passando por situações semelhantes a minha. Dali se iniciaram grandes amizades, que hoje considero como minha família. Estar na Atma é o auge da minha vida. Com o conhecimento que posso adquirir dessas pessoas, aprendo muito. Aqui consigo me conectar comigo mesma e reconhecer sentimentos, feridas e, o melhor: ter um processo de cura.”



Ingrid Victoria


Designer e Social Media


Vicky, a mais nova a se juntar à empresa, inicia agora sua fase na faculdade. Ela compartilha sua jornada de autodescoberta dentro de sua identidade e vivência como mulher negra.


“Minha jornada no mundo do trabalho ainda é recente. Sou jovem e minha carreira está apenas começando, mas já vivi experiências que me marcaram profundamente.
Desde muito nova , sempre trabalhei, seja para ajudar meus pais ou para suprir alguma coisa em casa. Como a maior parte do meu tempo foi sempre dedicada a trabalhos relacionados à arte, descobri nessa área a minha verdadeira paixão. Antes de ingressar na Atma, enfrentei grandes desafios para encontrar emprego. Muitas empresas me rejeitavam devido à minha aparência. Meu cabelo azul e meu estilo próprio eram motivo de preconceito e discriminação. Cheguei a ser expulsa de entrevistas e isso me deixava extremamente desanimada.
Decidi mudar minha aparência para tentar me encaixar nos padrões estabelecidos pela sociedade. Comprei uma peruca lisa e passei a usar roupas mais "neutras".
Desde cedo, percebi que por ser mulher e negra, poderia ser vista como agressiva, que talvez as pessoas pudessem ter medo de mim, pois a sociedade nos ensinou que devemos nos moldar a certos valores para evitar essa marginalização. Nesse processo de tentar me encaixar no ambiente corporativo, acabei deixando de lado minha individualidade, e cheguei a duvidar se seria uma boa profissional. 
E sempre questiono: por que não pensamos em mulheres negras como líderes? Por qual motivo não vemos mulheres negras liderando projetos, ocupando posições de destaque, sendo CEO? Acredito ser muito necessário que se restaure a imagem das mulheres, principalmente das mulheres que vem de um outro lugar, para que tenhamos nosso espaço e sejamos reconhecidas como profissionais capacitadas que somos.
Na Atma, vi que valorizaram não só minhas habilidades profissionais, mas também quem eu era de fato. Agora, estou determinada a seguir meu próprio caminho. A faculdade de design gráfico e ilustração é uma conquista que me enche de orgulho, especialmente por ser algo raro na minha família. Quero através do meu trabalho incentivar as pessoas a olharem além das aparências e a valorizarem a diversidade de experiências e perspectivas. Todos têm algo único a oferecer, e é importante dar oportunidades iguais a todos.”

Larissa Lopes


Gerente de Marketing e Growth Hacking


Formada em publicidade e propaganda, Larissa encontrou sua inspiração dentro da família e fala sobre seu amadurecimento na profissão.


“No último ano, tenho vivido um importante processo de amadurecimento profissional, que tem sido fundamental para minha vida. Me vejo como uma pessoa privilegiada, especialmente como mulher, o que não é a realidade para muitas outras mulheres. Minha mãe sempre foi a principal provedora da minha casa. Ela me ensinou a ser independente, para que eu pudesse construir minha própria história. 
Cresci com esse olhar da independência feminina, mas ao longo do tempo percebi o peso que isso carregava. Enquanto crescia e me apaixonava cada vez mais pela minha profissão, percebi que meu trabalho deveria me dignificar. Entretanto, sofri com alguns julgamentos , como o de não considerar a construção de uma família quando ainda era muito jovem para isso. Senti pressionada a respeito disso, mas hoje vejo que quero seguir os passos da minha mãe.
Entendo que para uma mulher desenhar sua carreira, a independência é essencial. A partir dessa compreensão, tracei minha trajetória profissional, tendo contato com mulheres que também são mães, que educam de forma saudável, e isso me provou de que é possível conciliar uma carreira de sucesso com a maternidade.
Tenho orgulho da minha história, da trajetória da minha mãe, das mulheres da minha família, que são independentes e lutam contra o machismo. Ao longo da minha carreira, sempre estive em contato com mulheres em consultorias, mulheres incríveis que também me inspiraram. Sou dona da minha vida e quero construir minha família com essa mentalidade. Tudo isso foi inspirado pela minha mãe, que abriu caminho e continua me inspirando para que eu também possa continuar conquistando meu lugar.”



Estas são algumas das mulheres que estão em nossa equipe, e também temos muitas outras histórias que poderíamos contar. A luta das mulheres ainda é real, está no dia a dia, ainda existe. Suas histórias se assemelham, se aproximam, mas cada uma está em busca do seu lugar enquanto mulher na sociedade, e ficamos felizes por sermos um espaço que possibilita isso acontecer.










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